O Que é Fetiche Sexual

Todo o mundo já ouviu falar a palavra fetiche a expressão fetiche sexual. No entanto, nem toda a gente sabe ao certo o que isso significa. Afinal de contas, o feitichismo acaba por aparecer relacionadas com diferentes práticas ou elementos sexuais, o que pode levar a alguma confusão.

O primeiro a falar do fetiche sexual foi Sigmund Freud, o pai da psicanálise. No entanto, foi a partir especialmente dos anos 60 e da revolução sexual, que o feitichismo passou a ser mais explorado. Desde então, muita coisa mudou na sociedade, que passou a encarar a sexualidade de uma forma mais natural e sem tabus. Mas ainda há um grande caminho a percorrer até à normalização de comportamentos e desejos sexuais mais divergentes da norma ou daquilo que se convencionou ser a norma.

O QUE É O FETICHE SEXUAL

A origem da palavra fetiche é muito particular e extremamente interessante. É que, ao contrário do que possa parecer, a palavra tem origem do português “feitio”. Foi adoptada pelo escritor francês Charles de Brosses, no século XVIII, para se referir aos cultos e aos símbolos místicos africanos que deixavam os colonizadores da altura intrigados.

No entanto, a palavra só adquiriu o significado que tem hoje muito mais tarde. Nomeadamente no início do século XX, quando filósofos e psicólogos como Freud e Kant lhe conferiram uma abordagem mais na ordem da psicanálise. Assim, o fetiche sexual passou a designar o desvio sexual que é feito por uma pessoa para determinada parte do corpo do parceiro, para um cenário particular ou inusitado, para uma fantasia, uma peça de vestuário ou até uma função fisiológica, por exemplo.

No fundo, é uma forma de atingir a satisfação sexual através de algo específico, que pode ser um objectivo ou uma parte específica do corpo humano. Por exemplo, um dos fetiches mais populares em todo o mundo é o fetichismo por pés. Este fascínio é de tal forma que existe até um nome especifico para ele, a podolatria. Também o fetiche pela roupa íntima usada, como as cuecas, é bastante forte, especialmente junto dos homens. Mas há mais, muitos mais, e a psicologia não os vê nem como patológicos nem como desviantes. Antes pelo contrário, são muito naturais e extremamente saudáveis.

TIPOS DE FETICHES SEXUAIS

Existem assim vários fetiches sexuais em todo o mundo, sendo uns mais comuns que outros. No entanto, todos eles têm um objectivo comum: a satisfação sexual. Como já referimos nas linhas acima, em relação à podolatria, o fascínio pelos pés, existem determinados fetiches que são tão populares entre a população mundial que até receberam nomes próprios.

É o caso do voyeurismo, um dos fetiches mais comuns à população humana. Este é o desejo por observar outras pessoas em pleno acto sexual, de forma discreta ou mesmo indiscreta. Depois há outros mais estranhos, como por exemplo o caso da anadentisfilia. Este nome estranho referes a pessoas que sentem satisfação e prazer sexual por pessoal sem dentes.

Contudo, é necessário saber fazer a distinção entre fetichismo e as fantasias sexuais. A diferença entre ambos é que a fantasia nasce a partir de um desejo que não é concretizável ou pelo menos facilmente concretizável. O sexo em grupo, por exemplo, o exibicionismo ou mesmo o sexo com estranhos são algumas das fantasias sexuais mais comuns entre os homens e as mulheres. Além disso, as fantasias podem mudar ou desaparecer com o tempo, enquanto que o fetiche é algo que nasce e morre com a pessoa.

O FETICHE SEXUAL PODE SER UM PROBLEMA?

Como já vimos, os fetiches sexuais são totalmente naturais. Durante muitos séculos o entendimento foi, no entanto, outro, e alguns comportamentos destes forma mesmo criminalizados. No entanto, este tem sido um tema que se tem naturalizado e, apesar de ainda se rum pouco tabu, tem vindo a tornar-se cada vez mais normal, especialmente desde os anos 60.

Basta ver como este aparece inscrito na cultura popular de hoje em dia. O livro “50 Shades of Grey”, da inglesa E.L. James, é um óptimo exemplo disso. A obra, que foi um enorme sucesso de vendas e de popularidade, tendo sido inclusive adaptada ao cinema, trata a história de uma mulher que descobre o mundo do fetichismo sexual e, consequentemente, a plenitude sexual. Há apenas algumas décadas atrás uma obra literária desse género seria totalmente proibida e um escândalo.

Contudo, o fetiche pode ser um problema quando ele começa a sobrepor-se à vontade da pessoa e a interferir na sua vida. Esse descontrole pode atingir contornos de patologia, em que determinada pessoa se torna dependente desse desenho específico para atingir o desejo sexual. Aí, é aconselhado a procurar ajuda especializada. O psicológico é o profissional habilitado para poder ultrapassar esse problema e voltar a ter uma vida plena.

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